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Minimalism, aleatoric music, and depression.

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1 Minimalism, aleatoric music, and depression. em Ter Jun 19, 2012 11:04 pm

Mydland

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O século XX presenciou o desenvolvimento de quatro aspectos importantes na história da música:

O sempre crescente espírito nacionalista;
O aparecimento de importantes compositores norte-americanos e latino-americanos;
A ascensão de estilos internacionais na música, pela primeira vez desde o período clássico do século XVIII;
A procura de novos princípios harmônicos que substituíssem a harmonia tradicional de tônica-dominante.

O Nacionalismo tornou-se marcante na música espanhola. Os compositores soviéticos, dominados pelo governo comunista, criaram uma perspectiva oficialmente anti-romântica, conhecida como realismo socialista.
Os mestres húngaros escreveram obras calcadas em canções folclóricas mas com um estilo pessoal.
Novos compositores americanos começaram a expressar idéias de vanguarda de muita importância na música do século XX. A América Latina produziu compositores muito importantes como o mexicano Carlos Chávez e o brasileiro Heitor Villa Lobos.
Estilos internacionais. No início do século XX surgiu o Impressionismo, criado na França por Claude Debussy e mais tarde com Maurice Ravel. O compositor russo Igor Stravinsky, foi um inovador por excelência, criando vários estilos musicais. Suas criações levaram-no do nacionalismo e neoclassicismo até as composições dodecafônicas. Os primeiros balés de Stravinsky, especialmente A Sagração da Primavera, foram logo aceitos como clássicos contemporâneos.
Novos princípios harmônicos: os músicos acreditavam que já haviam esgotado todos os recursos do sistema tônica-dominante e sentiam que a música precisava de uma estrutura harmônica nova. Muitas inovações foram feitas e despertaram uma reação violenta de protesto, tanto do público como de compositores conservadores e críticos. Fizeram experiências de atonalidade e de politonalidade (duas ou mais tonalidades mesmo tempo).
Na década de 60, o nacionalismo deixou de representar uma força na música erudita. O mundo musical apresentava uma situação semelhante ao século XVII, quando estilos internacionais dominavam o cenário musical e compositores das mais diversas procedências e escolas podiam compartilhar dos mesmos pontos de vista artísticos. Nos países comunistas, o realismo socialista era o estilo oficial.

Alguns compositores continuaram a criar dentro dos conceitos de harmonia diatônica ou cromática. Ampliaram os limites de sistema harmônico de tônica-dominante, sem o destruir. Embora fossem combatidos por críticos e outros compositores, que os acusavam de conservadores, conseguiam obter o aplauso de um grande público amante da música. Vários compositores ocasionalmente omitiram o intérprete em favor da música eletrônica, que aumentou muito as possibilidades técnicas abertas ao compositor e à expressão musical.

Stockhausen e John Cage tornaram-se figuras importantes na criação e desenvolvimento da música aleatória ou improvisada. Ao contrário da música eletrônica, a música aleatória depende principalmente do intérprete. O compositor propõe alguns elementos rítmicos, harmônicos e melódicos e o intérprete a partir daí, cria sua própria interpretação. Por este motivo, não existem duas execuções iguais da mesma composição aleatória.

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A depressão é uma doença, como outra qualquer, que se caracteriza por uma tristeza profunda e duradoura, além de outros sintomas e que dispõe hoje de tratamentos modernos para alívio do sofrimento que acarreta.

A depressão é uma doença bastante comum. A cada ano, uma em cada vinte pessoas apresenta depressão. As chances de alguém ter uma depressão ao longo da vida são de cerca de 15%. Ela se manifesta mais freqüentemente no adulto, embora possa ocorrer em qualquer faixa de idade, da criança ao idoso. É mais freqüente nas mulheres do que nos homens.

É muito importante que as pessoas saibam perceber a depressão para poder procurar ajuda especializada e tratamento. A pessoa sente uma tristeza intensa, que não consegue vencer. Ela pode achar que isso é uma "fraqueza de caráter" e tem vergonha de pedir ajuda, ou então não sabe que se trata de uma doença como outra qualquer, passível de tratamento com grandes chances de sucesso.

Nessa situação é muito importante que os familiares ou amigos próximos tomem a decisão de levá-la ao médico, seja o clínico, médico da família ou psiquiatra. Este fará uma avaliação minuciosa do quadro, orientando na realização de eventuais exames laboratoriais, bem como no tratamento.

Os principais sintomas da depressão são:

tristeza profunda e duradoura (em geral mais do que duas semanas);

perda do interesse ou prazer em atividades que antes eram apreciadas;

sensação de vazio;

falta de energia;

apatia;

desânimo;

falta de vontade para realizar tarefas;

perda da esperança;

pensamentos negativos, pessimistas, de culpa ou auto-desvalorização.

Além desses, a pessoa pode ter dificuldade para concentrar-se, não dorme bem, tem perda do apetite, ansiedade e queixas físicas vagas (desconforto gástrico, dor de cabeça, entre outras).

Em casos mais graves, podem ocorrer idéias de morte, havendo até pessoas que tentam o suicídio.

A depressão é freqüentemente uma doença recorrente. A pessoa tem episódios de depressão que se repetem de tempos em tempos.

A causa da depressão não é conhecida. Sabe-se que vários fatores biológicos e psicológicos podem contribuir para seu aparecimento.

Em algumas pessoas a hereditariedade tem um peso importante, outros parentes também apresentam depressão. Com muita freqüência a depressão começa após alguma situação de estresse ou conflito e depois persiste, mesmo após a superação da dificuldade.

As pesquisas mostram que na depressão há um desequilíbrio químico no cérebro, com alterações de neurotransmissores (substâncias que fazem a comunicação entre as células nervosas) principalmente da noradrenalina e da serotonina. A descoberta destas alterações permitiu o desenvolvimento de medicamentos específicos para o tratamento da depressão: os medicamentos antidepressivos.

O tratamento da depressão se faz atualmente com a combinação do medicamento antidepressivo com a psicoterapia. Esses medicamentos permitem uma recuperação gradual da depressão (em geral em algumas semanas) além de proteger a pessoa de novas crises depressivas. Por isto muitas pessoas precisam tomá-los por longos períodos de tempo, as vezes por toda a vida. Como os medicamentos demoram algum tempo para agir, é importante não desanimar. Nesse período o apoio e a compreensão dos familiares é fundamental.

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Última edição por Mydland em Sex Jun 22, 2012 10:06 pm, editado 1 vez(es)

Badass

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Nyancat legal

The.Pretender

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Not Giving A Fuck

White

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só sei q tenho algo a ver com os 3 Glass

http://www.rockandtudo.com

Vinícius Ramone

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Black Flag :Motherofmetal

Mydland

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Bachianas nº 2 - Também de 1930, para orquestra, estreou em Veneza, sob regência de Alfredo Casella. Em sua primeira parte, "Prelúdio (Canto do Capadócio)", Kiefer detecta a substituição de uma importante característica de Villa, a invenção contínua, pela progressão, um procedimento típico do Barroco. Além disso, um sax tenor chora uma melodia bem modinheira-seresteira, num esquema geral ABA' (ou seja, executam-se dois movimentos da parte sem repetição, retornando após ao tema do primeiro movimento, modificado). A segunda parte, "Ária (Canto da Nossa Terra)", alterna modinha e tempo de marcha, com os violoncelos num pizzicato grave lembrando os baixos cantantes dos violões das serestas. A imponência do início da parte, para Kiefer, evoca inequivocamente Bach. No tempo de marcha, a atmosfera bachiana é deixada de lado. O clima é tonal. Um solo de trombone marca a terceira parte, "Dança (Lembrança do Sertão)", em que movimentos modais emolduram um centro tonal. Já a quarta parte, a célebre "Tocata (O Trenzinho do Caipira)", é atonal, pois sugere o bater de ferros de uma locomotiva em movimento.

Bachianas nº 5 - A mais famosa do ciclo, para soprano e conjunto de 8 violoncelos. Teve a primeira parte, "Ária (Cantilena)", composta em 1938. Sua primeira audição se deu pela voz de Ruth Valadares Corrêa, também autora dos versos. A segunda parte, "Dança (Martelo)", letrada por Manuel Bandeira em 1945, estreou com Hilda Ohlin em Paris, a 29 de outubro de 1947. David Nasser escreveu nova letra para a primeira parte, gravada por Elizeth Cardoso com conjunto, em arranjo e regência de Radamés Gnattali em 1979. Para dar uma idéia da popularidade desta composição, basta lembrar o que o pianista Vieira Brandão ("Brandãosinho") contou a C. Paula Barros: tendo sido Villa chamado aos Estados Unidos em 1947 para escrever sob encomenda a opereta Madalena, os empresários da companhia sugeriram-lhe usar a "Bachianas nº 5" como abertura... Villa ameaçou voltar ao Brasil, suspendendo a temporada toda, fato que os levou a ceder. Felizmente eles eram de palavra, pois Villa não pôde ensaiar a companhia, devido a ter sido hospitalizado com gravidade antes da estréia da opereta, em 1948.



Última edição por Mydland em Sex Jun 22, 2012 10:03 pm, editado 1 vez(es)

Vinícius Ramone

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Vinícius Ramone escreveu:Black Flag :Motherofmetal

Mydland

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Tamba Trio
Um dos grupos mais importantes da bossa nova, caracterizou-se sempre pela sofisticação na concepção musical e nos arranjos. No início acompanhavam principalmente cantoras, como Maysa e Leny Andrade, e ainda contavam com o pianista Luís Carlos Vinhas e o violonista Roberto Menescal. A formação definitiva (Luiz Eça, piano, Hélcio Milito, bateria, Bebeto Castilho, baixo e sopros) estreou em março de 1962 no Bottle's Bar, no Beco das Garrafas. Lá realizaram os primeiros pocket-shows. Foi referência definitiva para uma série de trios instrumentais-vocais que surgiram na época. Com microfones presos às lapelas, destacavam as realizações vocais que acrescentavam aos ricos arranjos instrumentais. O trio também realizou trabalhos com um enfoque erudito, tendo como resultado os discos "Tamba Trio e Cordas" e "Tamba Trio e Quinteto Villa-Lobos", que representam o encontro clássico-popular. Depois de várias paralisações e a morte do pianista Luiz Eça em 1992, o trio voltou à atividade, com Weber Iago em seu lugar. Entre inéditos e coletâneas, o grupo já tem 15 discos lançados.

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Última edição por Mydland em Sex Jun 22, 2012 10:04 pm, editado 2 vez(es)

,,


Not Giving A Fuck

10 Re: Minimalism, aleatoric music, and depression. em Qua Jun 20, 2012 10:45 am

@StreetPreachers

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Mydland escreveu:Os principais sintomas da depressão são:

tristeza profunda e duradoura (em geral mais do que duas semanas); [√]

perda do interesse ou prazer em atividades que antes eram apreciadas; [√]

sensação de vazio; [√]

falta de energia; [√]

apatia; [√]

desânimo; [√]

falta de vontade para realizar tarefas; [√]

perda da esperança; [√]

pensamentos negativos, pessimistas, de culpa ou auto-desvalorização. [√]

Além desses, a pessoa pode ter dificuldade para concentrar-se, não dorme bem, tem perda do apetite, ansiedade e queixas físicas vagas (desconforto gástrico, dor de cabeça, entre outras). [√] - Dor nas costas

Em casos mais graves, podem ocorrer idéias de morte, havendo até pessoas que tentam o suicídio. [√]

A pessoa tem episódios de depressão que se repetem de tempos em tempos. [√]

Com muita freqüência a depressão começa após alguma situação de estresse ou conflito e depois persiste, mesmo após a superação da dificuldade. [√]

Mas estou bem.

https://www.skoob.com.br/usuario/3850039

11 Re: Minimalism, aleatoric music, and depression. em Qua Jun 20, 2012 11:57 am

Vítor

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Vinícius Ramone escreveu:Black Flag :Motherofmetal

VitorISB

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Legal

Mydland

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A palavra 'bossa' era um termo da gíria carioca que, no fim dos anos cinqüenta , significava 'jeito', 'maneira', 'modo'. Quando alguém fazia algo de modo diferente, original, de maneira fácil e simples, dizia-se que esse alguém tinha 'bossa'. Se o Ricardo desenhava bem, dizia-se que tinha 'bossa de arquiteto'. Se o Paulo escrevia, redigia bem, tinha 'bossa de jornalista'. E a expressão 'Bossa Nova' surgiu em oposição a tudo o que um grupo de jovens achava superado, velho, arcaico, antigo. Sim, mas o quê era julgado superado e velho, na música popular brasileira? 'Tudo', dizia a mocidade bronzeada de Copacabana.

A tristeza e melancolia das letras, a repetição dos ritmos 'abolerados' e dos 'sambas-canção'; era tudo a mesma coisa, não obstante os grandes cantores da época: Nelson Gonçalves, Orlando Silva, Carlos Galhardo. Lindas valsas e serestas? Sim, e daí? Daí é que algo tinha de ser feito.

Diferentes harmonias, poesias mais simples, novos ritmos. - Ritmo é batida, como do relógio, do pulso, do coração- E Bossa Nova é batida diferente do violão, poesia diferente das letras, cantores diferentes dos mestres. A Bossa Nova não seria melhor nem pior. Seria completamente diferente de tudo, mais intimista, mais refinada, mais alegre, otimista. Diferente. Não começou especificamente num lugar, numa rua, num evento, num Festival. A rigor, ela não é nem um gênero musical. É o tratamento que se dá a uma música, em termos de 'batida' e de ritmo.

O primeiro grande marco inicial da Bossa Nova aconteceu em primeiro de março de 1958,quando João Gilberto cantou, com a batida de violão diferente, 'Chega de Saudade', posteriormente gravada por Eliseth Cardoso, no disco 'Canção do amor demais'. Em 1956, ninguém falava em Bossa Nova, mas o apartamento onde morava Nara Leão, no Edifício Palácio Champs Elysée, em frente ao Posto 4, já era ponto de reunião dos rapazes bronzeados de Copacabana: Carlos Lyra, Roberto Menescal, Ronaldo Boscoli e outros. Não se compunham músicas ali. Ouviam-se. E trocavam idéias.

Só no ano seguinte, em 1957, João Gilberto chegou ao Rio e, certa noite, foi à casa de Roberto Menescal, na Galeria do mesmo nome, em Copacabana. E aconteceu o grande encontro: O ritmo encontrou a música e a poesia.

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Última edição por Mydland em Sex Jun 22, 2012 10:05 pm, editado 1 vez(es)

Lucas!

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.. escreveu:
Mydland escreveu:Os principais sintomas da depressão são:

tristeza profunda e duradoura (em geral mais do que duas semanas); [√]

perda do interesse ou prazer em atividades que antes eram apreciadas; [√]

sensação de vazio; [√]

falta de energia; [√]

apatia; [√]

desânimo; [√]

falta de vontade para realizar tarefas; [√]

perda da esperança; [√]

pensamentos negativos, pessimistas, de culpa ou auto-desvalorização. [√]

Além desses, a pessoa pode ter dificuldade para concentrar-se, não dorme bem, tem perda do apetite, ansiedade e queixas físicas vagas (desconforto gástrico, dor de cabeça, entre outras). [√] - Dor nas costas

Em casos mais graves, podem ocorrer idéias de morte, havendo até pessoas que tentam o suicídio. [√]

A pessoa tem episódios de depressão que se repetem de tempos em tempos. [√]

Com muita freqüência a depressão começa após alguma situação de estresse ou conflito e depois persiste, mesmo após a superação da dificuldade. [√]

Mas estou bem.
Macacos me mordam, eu tenho depressão!
\/

Mydland

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Ornette Coleman nasceu em Fort Worth, Texas em 1930 e começou a tocar sax-alto em orquestras de rhythm & blues. Depois de viver alguns meses em New Orleans se instalou em Los Angeles, onde foi descoberto em 1958 por Lester Koenig, produtor dos discos Contemporary. Apresentou-se com impacto no Five Spot de New York, em 1959, à frente do quarteto com Don Cherry (trompete), Charlie Haden (baixo) e Billy Higgins (bateria).

Gravou para a Atlantic quatro discos que o transformaram na figura seminal do free-jazz: “Shape of Jazz to Come”, “Change of the Century”, “This Is Our Music” e “Free Jazz”. Após um período de ausência (1962-64), Coleman reapareceu liderando um trio com David Izenson (baixo) e Charles Moffet (bateria), servindo-se eventualmente do violino e do trompete, além de seu sax alto.

Com Dewey Redman (sax tenor) e seu filho Denardo (bateria), formou um novo conjunto, em 1969. Nos anos 70, direcionou sua música no sentido de um jazz híbrido, em que um clima e um ritmo funk são gerados por guitarra e baixo elétrico. Essa música está bem representada nos álbuns que gravou com seu grupo “Prime Time”.

Entre 1958 e 1960, Ornette Coleman detonou o free jazz. É irrelevante se outros músicos naquela época, tocavam free. A verdade é que, ao mesmo tempo em que surpreendia os freqüentadores do Five Spot, de Nova York, em 1959, o quarteto sem piano de Ornette: Don Cherry(trompete ou pocket trumpet), Charlie Haden(baixo) e Billy Higgins( bateria).

Gravou dois discos para a Contemporary ("Something Else" e "Tomorrow Is the Question") e outros dois para a Atlantic ("The Shape of Jazz to Come" e "Change of the Century") que abalaram o jazz estabelecido.

De um ponto de vista histórico, o quarteto Ornette Coleman - Don Cherry de 1959-60 seria uma versão mais moderna do quarteto Gerry Mulligan-Chet Baker do início dos anos 50. Mas, embora os dois quartetos tivessem formação quase idêntica o grupo de Ornette foi o estopim de uma revolução cujo radicalismo era impensável nos tempos do jazz de camera do Gerry Mulligan Quartet.

O manifesto dessa revolução é o álbum "Free Jazz"(Atlantic,1960), uma improvisação coletiva de 38 minutos, cujos protagonistas são oito músicos, formando dois quartetos, sob o comando e inspiração de Ornette (além do quarteto do líder, Eric Dolphy, clarinete baixo; Freddie Hubbard, trompete; Scott La Faro, baixo; Ed Blackwell, bateria).

Depois do marco que foi Free Jazz, suas performances mais notáveis foram gravadas em trio, com o baterista Charles Moffet e o contrabaixista David lzenson, em 1965, no Gyllene Cirkeln de Estocolmo. Ornette não precisa mais que de um baixo e uma bateria para exprimir seu construtivismo melódico intensamente emocional.

Em janeiro e março de 1969, a lmpulse! gravou "Ornette at 12" e "Crisis". O primeiro álbum apresentava o novo baterista de Ornette, seu filho Ornette Denardo(com 12 anos), Dewey Redman (sax tenor) e Charlie Haden (baixo). Crisis, um concerto gravado na New York University, é uma exibição primorosa do mesmo quarteto, acrescido do trompete de Don Cherry.

A partir de "Dancing in Your Head" (Horizon) e "Body Meta"(Artists House), ambos gravados em 1975, Ornette Coleman desenvolve o que chama de uma concepção harmolódica da música. Na verdade, cercando-se de dois guitarristas (Bem Nix e Charlie Ellerbee), do baixo elétrico de Jamaaladeen Tacuma e da bateria de Shannon Jackson, Ornette procura conciliar o seu modo free de soprar jazz no sax alto com o clima rítmico-harmônico do rock.

Essa última fase da obra de Ornette Coleman, bem representada em "Of Human Feelings"(Antilles, 1979), é um happening sonoro rico em decibéis, que fez escola (James Blood Ulmer, Oliver Lake, a Decoding Society de Shannon Jackson), mas que fica na fronteira ambígua e suspeita entre o jazz e a música pop planetária.

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Eazy-E

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um dos poucos tópicos do rockandtudo com um conteúdo bom mog

Mydland

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Down on the Upside é mais um daqueles discos que podem ser considerados incompreendidos. Desde a época de seu lançamento até hoje, ele ainda não recebeu o devido crédito, tanto de crítica como do público, já que a vendagem ficou bem aquém do atingido pelo álbum Superunknown.

Na época, a imprensa escreveu resenhas com argumentos absurdos do tipo “o disco é longo demais” e as paradas de sucesso já mostravam que a maré estava virando. Depois de alguns anos memoráveis de predomínio do rock, nomes como Spice Girls, Hanson e Backstreet Boys começaram a tomar conta do cenário, e 1996 foi um ano de grandes decepções nas paradas. Grandes discos como New Adventures in Hi-Fi do R.E.M. e No Code do Pearl Jam acabaram vendendo 1 milhão de cópias cada ante os 5 milhões de Monster e Vitalogy, respectivamente. Com o Soundgarden não foi diferente, e os números se repetiram: Down on the Upside bateu na casa de 1 milhão e Superunknown tinha vendido 5 milhões. O resultado é que talvez o melhor trabalho do Soundgarden e um dos melhores discos da década acabou de certa forma ignorado.

Mas falando no álbum, que é o que interessa: o Soundgarden mostra que estava no seu auge técnico e criativo, ao longo de músicas inesquecíveis e uma performance que beira a perfeição em vários momentos. Down on the Upside abre com Pretty Noose, um hard rock de levada bem quebrada e com o timbre das guitarras bem característico da banda. Rhinosaur traz um riff meio psicodélico, quase desconexo, acompanhado pela pegada de bateria desconcertante de Matt Cameron. Zero Chance talvez seja a melhor balada do Soundgarden, com trabalho instrumental perfeito e destaque para as guitarras e as variações de bateria — Cameron dá uma aula de como se explorar uma melodia e como isso pode tornar uma balada interessante. A letra de Chris Cornell também é inspiradíssima. Dusty tem um riff sensacional e a mistura de violões às guitarras dá um toque bem interessante à música, com a psicodelia também se fazendo presente no solo. Ty Cobb mostra uma mistura inusitada, um mandolim mesclado a uma levada punk super-rápida com resultado bem acima do que se poderia esperar, irrepreensível. Blow Up the Outside World tem um clima mais depressivo, lembrando Fell on Black Days, mas com um dos melhores refrões do álbum. Burden in my Hand, o último suspiro do Soundgarden nas paradas de sucesso, tem uma melodia irresistível e é muito bem levada pelo crescendo das guitarras e os vocais de Chris Cornell.

Depois dessa primeira metade simplesmente perfeita, o disco dá uma caída momentânea. Never Named é meio bobinha mas compensa pelas guitarras. Applebite resgata a veia experimental da banda, já mostrada nos clássicos Head Down e Half, de Superunknwon, mas desta vez sem o mesmo brilho. Never the Machine Forever é pesada e vigorosa, com destaque para o baixo numa afinação bem diferente, num timbre bem pesado. Tighter & Tighter é pesada e sombria, com um solo grandioso. Na sequência, o peso continua na destruidora No Attention, antes de abrir espaço para uma das melhores músicas do disco, a psicodélica Switch Opens. Letra sensacional de Chris Cornell — “hey you slaves go hang your owners / draw your names among their ashes” — e um trabalho de guitarra fantástico, a ponto de se imaginar no início da música se há teclados acompanhando ou não (é lógico que não tem!).

Somente Switch Opens já valeria o álbum inteiro, mas não é o caso. Down on the Upside é recheado de músicas inesquecíveis e verdadeiras pérolas. E ainda tem mais: Overfloater é outra grande música, começando bem lenta, até um final arrasador. An Unkind é mais um som pesado de guitarras alucinantes e a reflexiva Boot Camp não poderia ter sido uma escolha melhor para encerrar o disco: “there must be something good / there must be something else / far away / far away from here”.

Se você só ouviu o Superunknown e achava que era o auge da banda, então ainda não sabe até onde o Soundgarden pôde chegar e é mais um daqueles que até hoje ignora um dos melhores discos da década de 90.

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Mydland

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Se quiserem postar algum texto também sobre alguma música/banda/artista/álbum, neste tópico, eu ficarei grato e lerei.

White

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O power metal é associado a um gênero, por assim dizer, com origens incertas e heranças que vão desde o speed metal, heavy metal até uma forte inflûencia da música erudita, observada em alguns subgêneros. Alguns autores não consideram o Power Metal como um subgênero bem definido do heavy metal propriamente dito, mas atenuam principalmente o movimento em si como uma vertente do surgido no final dos anos de 1970, rotulando-o, às vezes, de Second Wave of British Metal, uma vez que há uma discussão quanto ao berço do estilo.

A teoria corrente hoje defende a ideia que o estilo foi fundado por Kai Hansen e Michael Weikath no começo do Helloween, fazendo uma versão mais melódica e rápida do heavy metal, e que mais tarde esse novo estilo veio a ser chamado de power metal.

Hoje o power metal é um estilo com seus próprios subgêneros e gêneros de fusão, cada um com suas particularidades, uns mais "pesados", outros mais "melódicos", outros possuem uma linha tênue, quase imperceptível quanto ao "peso" do subgênero. Por ser um estilo que em suas origens procurou fundir outros, concretizou a ideia de "fundir para inovar", mas sempre mantendo as raízes tradicionais que marcam o heavy metal, como distinções melódicas e distorções instrumentais.

O gênero possui em suas letras temas bastante variados, bandas como Blind Guardian e Rhapsody of Fire têm preferência por temas como a fantasia, medievalismo e misticismo. Também é possível encontrar músicas românticas, como no Sonata Arctica, outras com muita positividade: Stratovarius, assim como temas políticos e até mesmo religiosos, como em canções do Gamma Ray e Running Wild. O estilo das letras é fortemente influenciado pela literatura, principalmente fantasiosa, no estilo de J.R.R. Tolkien e C.S. Lewis.

Subgêneros

Power metal clássico: também conhecido como American power metal, surgiu em meados dos anos 80, derivado da fusão entre o heavy metal e o power metal. Possui um estilo mais “violento” que o Europeu, tendo como foco os vocais e os riffs de guitarra. E dispensam o uso de Teclados. Tem influencia de bandas do cenário do heavy e do power metal, como: Savatage.

Bandas: Manowar, Jag Panzer e Crimson Glory

Obs: Esse estilo, por não ter se desenvolvido muito, permanece até hoje no underground americano.

Power metal melódico: surgiu na Europa e teve seu auge nos anos 80, com principais representantes na Alemanha, Itália e Países Escandinavos. Prega temas inteligentes com positividade. Utiliza-se de vocais limpos. Suas principais influencias são a música folclórica e a música clássica,

Bandas: Stratovarius, Sonata Arctica, Freedom Call, Edguy, Altaria e Revolution Renaissance.

Extreme power metal: caracteriza-se por seus vocais rasgados e letras violentas, no geral bandas de death metal melódico que interpretam vários elementos do power metal. Esse subgênero foi mais forte nos países ao norte da Europa, como a Finlândia.

Bandas: Children of Bodom, Norther, Kalmah.

Folk power metal: uma derivação de folk metal e power metal, inspira-se em elementos medievais e fantasiosos em suas letras.

Bandas: Falconer, Elvenking.

Progressive power metal: uma variação do metal progressivo, com elementos de power metal, utiliza-se de elementos complexos em suas composições.

Bandas: Angra, Adagio, Blind Guardian, Dragonland, Galneryus, Kamelot, Savatage, Shaman e X Japan.
Compasso 4/4

Power metal sinfônico: subgênero do power metal, com a utilização de instrumentos sinfônicos clássicos (teclados, flautas, etc). Caracteriza-se também por vocais limpos e agudos, é erroneamente classificado algumas vezes como subgênero do power metal progressivo devido aos seus aspectos sinfônicos,porém é facilmente perceptível as diferenças entre os subgêneros, o power metal sinfônico normalmente usa a clássica batida 4/4 (Aglomeração de quatro tempos, primeiro tempo é acentuado, segundo e quarto são fracos e o terceiro tem intensidade intermediária), não usa ritmos complexos ou experimentações advindas do fusion ou do rock progressivo, somente se utiliza de teclados num contexto puramente power metal.

Bandas: Nightwish, Dark Moor, Rhapsody of Fire, Luca Turilli's Dreamquest, Versailles e Cain's Offering.

Thrash-power metal: subgênero do power metal com forte influência de thrash metal."power metal americano(u.s. power metal)" Tem como característica vocais limpos e guitarras agressivas. Com origens nos Estados Unidos pela fusão do classic power metal com o thrash metal americano.

Bandas: Iced Earth, Sanctuary, Metal Church, flotsam and jetsam e Demons & Wizards.

Medieval power metal: subgênero inspirado no heavy metal, com características medievais marcantes e uso da literatura fantasiosa em suas letras.

Bandas: Blind Guardian, Hammerfall.

Power-doom metal: é a junção do power metal com o doom metal tradicional, neste estilo se encontra guitarras pesadas do doom metal tradicional dos anos 80 e bateria rápida e veloz do power metal .

Banda: Memory Garden.

Pirate metal: é uma variação do power metal com letras temáticas de piratas, retratando seu estilo de vida, bebida, batalhas marítimas e mulheres.

Bandas: Running Wild, Alestorm.


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March Of Time


Hours of lust, hours of tears passing by before my eyes
Today, tomorrow, yesterday. . .one life
Days of joy, day of sadness come and go to pass me by
A month, a year, one hundred years, they fly

[bridge:]
Ohh, one day i will be gone to lead another life
Ohh, and this world will stop to turn around with me
'cause

[chorus:]
Time... marches
Time... marches
On without us all, never stops, yes
Time... marches
Time... marches
On and on and on, flies eternally

Times of peace, times of fights, constant movement is our life
Can't stop no more, not until. . .we die
We long for more. . .eternity, and maybe there's another life
This one is short, no matter how you try

[bridge:]
Ohh, but never give up all the hope to lead a good life
No, don't waste your given time to make things worse

[chorus:]
Time... marches
Time... marches
One without us all, never stops, yes
Time... marches
Time... marches
On and on and on, flies eternally

[solo: kai/michael/both]

Plese, please help me see, the best way to be
Make a change and we, live eternally
No more wasted years, no more wasted tears
Life's too short to cry, long enough to try

[chorus:]
Time... marches
Time... marches
On without us all, never stops, yes
Time... marches
Time... marches
On and on and on, flies eternally

Marcha do Tempo


Horas de luxúria, horas de lágrimas passando diante de meus olhos
Hoje, amanhã, ontem... uma vida
Dias de alegria, dias de tristeza vêm e vão para passar por mim
Um mês, um ano, cem anos, eles voam

[bridge:]
Ohh, um dia eu partirei para levar outra vida
E este mundo irá parar para se virar comigo
Pois o

[chorus:]
Tempo... marcha
Tempo... marcha
Adiante sem todos nós, nunca pare, sim
Tempo... marcha
Tempo... marcha
Cada vez mais, voa eternamente

Tempos de paz, tempos de lutar, movimentos constantes em nossa vida
Não pode mais parar, não até que.. morreremos
Nós ansiamos por mais... eternamente, e talvez exista outra vida
Este é curto, não importa o quanto tente

[bridge:]
Ohh, mas nunca desista da esperança de ter uma boa vida
Não, não gaste o tempo que lhe foi dado para fazer as coisas piorarem

[chorus:]
Tempo... marcha
Tempo... marcha
Adiante sem todos nós, nunca pare, sim
Tempo... marcha
Tempo... marcha
Cada vez mais, voa eternamente

[solo: kai/michael/both]

Por favor, por favor, ajude-me a ver, o melhor jeito de ser
Faça uma mudança e nós vivemos eternamente
Sem mais anos desperdiçados, sem mais lágrimas desperdiçadas
A vida é muito curta para chorar, longa o suficiente para tentar

chorus:]
Tempo... marcha
Tempo... marcha
Adiante sem todos nós, nunca pare, sim
Tempo... marcha
Tempo... marcha
Cada vez mais, voa eternamente

http://www.rockandtudo.com

Mydland

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Compositor boémio, Antonín Leopold Dvorák nasceu em 1841, em Nelahozeves, na Boémia (atual República Checa), e morreu em 1904, em Praga. Foi notabilizado por ter recorrido a influências folk na sua composição, a música romântica do século XIX.
Iniciou os seus estudos musicais muito cedo e, mais tarde, a conselho do professor Antonin Liehmann, ingressou numa escola de órgão, em Praga. Tornou-se um instrumentista talentoso e fez parte da orquestra do Provisional Theatre, na altura conduzida por Bedrich Smetana. O estudo com apoio de professores particulares e o interesse recém-adquirido pela composição acabou por levá-lo à conquista de três prémios Stipendium (1874, 1876, 1877), o que despertou a atenção de outro compositor, seu contemporâneo, o famoso Johannes Brahms. A partir daí, tornaram-se frequentes as suas atuações públicas, notabilizando-se, de entre elas, as peças de Danças Eslavas, a Sexta Sinfonia e a Stabat Mater. Particularmente bem recebido junto do público inglês, acaba por ser doutorado honoris causa pela Universidade de Cambridge e dedica alguns trabalhos a instituições britânicas. Em 1891, começou a dar aulas no Conservatório de Praga e protagonizou alguns concertos na sua Boémia natal. Seguidamente, partiu para os EUA e foi nomeado diretor do Conservatório Nacional de Nova Iorque, funções que exerceu desde 1892 e durante três anos. Foi durante essa fase, em que lecionou temáticas de composição, que compôs a Nona Sinfonia, "Do Novo Mundo", alguns dos seus mais famosos quartetos de cordas e o concerto para violoncelo.
Algumas dificuldades financeiras e problemas familiares trouxeram-no de novo a Praga e o compositor dedicou-se à composição de poemas sinfónicos e obras dramáticas, destacando-se a ópera Rusalka (1901).
Não é considerado um compositor radical nem demasiado conservador. Os seus trabalhos revelam influências da música tradicional checa, nomeadamente a polka, a furiant e a dumky, mas também influências da escola americana, como sejam as escalas pentatónicas. De entre as suas referências musicais destacam-se nomes como Mozart, Haydn, Beethoven, Schubert e Wagner e, obviamente, o seu amigo Brahms. Dvorák nunca mostrou uma grande afinidade com as composições dramáticas, preferindo o equilíbrio, a elegância e o classicismo na forma.
Os seus trabalhos mais importantes incluem Moravian Duets (1876), Stabat Mater (1877), Slavonic Dances (1878), Gypsy Songs (1880), Symphony N.º 7 in D Minor (1885), Symphony N.º 9 in E Minor (Do Novo Mundo - 1893), Piano Quintet in A Major (1887), Te Deum (1892) e Rusalka (1901).

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Badass

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The.Pretender

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The Doors

23 Re: Minimalism, aleatoric music, and depression. em Sex Jun 22, 2012 10:01 pm

Mydland

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20 anos de grunge: o rock não merecia descer tão baixo

10 de janeiro de 2011
Categoria: Anos 90, comportamento

Marcelo Moreira

Não perca por esperar: 2011 será o ano da avalanche de reportagens documentários lembrando e homenageando os 20 anos de surgimento do grunge, aquele pseudomovimento musical repleto de músicos ruins e canções idem que apareceu em 1991 fruto de mais uma das supostas crises da indústria fonográfica.

O sucesso da música “Smells Like Teen Spirit” (do álbum Nevermind) surpreendeu toda a indústria da música. O álbum, segundo da carreira do Nirvana, foi um hit que atingiu o primeiro lugar em todo o mundo. O Pearl Jam, outra banda que começava então a conseguir popularidade, havia lançado seu álbum de estréia, Ten, um mês antes que o segundo álbum do Nirvana, em Agosto de 1991, mas suas vendas só decolaram após o sucesso da banda de Kurt Cobain.

O Combate Rock se antecipa a todo mundo e trata de colocar o grunge no seu devido lugar no ano em que se completam 20 anos de seu surgimento: um bando de moleques que não sabiam tocar querendo imitar tanto a música como a atitude punk, mas sem êxito, além de “criar” uma suposta estética (em todos os sentidos) despojada, mas que na verdade revelou apenas total falta de criatividade.

O pior é que o embuste colou, pois jornalistas norte-americanos tontos sem cultura acharam que havia alguma novidade naqueles garotos semianalfabetos e sem a menor noção do que era música em Seattle.

Inventaram uma cena que não existia, insistiram no embuste e acabaram convencendo um bando de coitados – primeiro nos Estados Unidos, depois no mundo inteiro – que existia um “movimento” musical em Seattle, com moleques “despojados, independentes, mas criando algo novo e revolucionário”.

Uma grande bobagem, mas que acabou se tornando um imenso golpe de marketing – parabéns aos gênios das gravadoras da época, que conseguiram cooptar a molecada com “atitude” e “independência” com uma facilidade incrível.

Conseguiram recriar um ambiente punk em plenos anos 90, mesmo com o punk morto e enterrado devido aos seus próprios vícios, defeitos e excessos. Coitados dos punks, pois afirmar que o grunge, seja como “movimento” ou como “estética”, era baseado no punk rock é uma ofensa gigante.

O movimento punk pode não ter sido tão relevante musicalmente quanto se imagina (e não foi mesmo), mas como fenômeno cultural foi um marco na cultura ocidental, goste-se disso ou não. Impregnou o mundo de um sentimento de anarquia, revolta e desilusão como nenhum outro movimento jovem conseguiu. Goste-se ou não, aquilo foi uma revolução.

São apenas duas as conexões entre o punk e o grunge: a pouca duração e a imensa quantidade de músicos ruins, que não sabiam tocar. No mais, o grunge como “movimento” musical ou de comportamento foi um embuste. Rapidamente cooptados pelo sistema, os músicos não passaram de marionetes nas mãos do mercado fonográfico.

Pode dar certo por um tempo – e deu, por uns três ou quatro anos. Afinal, se tem gente que gosta de lixos como música pop, o rhythm and blues atual norte-americano, axé, sertanejo e MPB cabeçuda, por que não haveria indigentes culturais que cairiam no golpe do grunge?

O fato é que o grunge durou bem menos que o punk. Kurt Cobain, guitarrista e vocalista do Nirvana, péssimo guitarrista e mau compositor, posou de garotinho atormentado e incompreendido e preferiu se matar a encarar sua indigência musical e a decadência do movimento.

A única coisa que prestava foi justamente a única que banda que sobreviveu e que ainda existe, o Pearl Jam, hoje livre do rótulo maldito de grunge – para sorte da banda.

O melhor artista, o mais promissor, Chris Cornell, vocalista do pastiche de Black Sabbath chamado Soundgarden, se perdeu pelo caminho mais fácil – e também mais perigoso – da música pop. A única coisa que fez de bom foi o Audioslave – que o próprio Cornell se encarregou de implodir.

É até vergonhoso comparar o “legado” do grunge com o do punk. The Clash, The Jam, Buzzcocks, Sham 69, Stiff Little Fingers e pelo menos mais uma dúzia de bandas punks entraram na história do rock pela porta da frente.

No grunge, só Pearl Jam teve essa honra. Nirvana? É o produto emblemático musical daquela era nefasta do rock: musicalmente rudimentar, raquítico e claudicante, acabou cooptado pelas gravadoras e virou o símbolo (perfeito) do suposto “movimento”.

O atormentadinho Cobain, com sua pobre e atomentadinha vidinha de pop star, ganhou mais notoriedade do que sua música e sua banda – prova inequívoca da indigência de conteúdo do suposto movimento grunge. Não dá para levar a sério, tanto que pouca gente ainda cai nesta esparrela.

O grunge ao menos deu uma lição no rock: varreu para o lixo o artificialismo do hard rock farofa que dominou a música na segunda metade dos anos 80, vírus nocivo que contaminou muita gente boa, como Judas Priest, Saxon e Whitesnake, entre outros. Só mesmo um mercado fonográfico putrefato por esse tipo de artificialismo poderia permitir a ascensão do grunge.

Há gente dentro da equipe de Combate Rock que não concorda com este posicionamento, e espero ansiosamente que este texto seja rebatido à altura. Mas o veredicto está dado: o fim do grunge – e sua ida para o limbo da memória – só fez bem ao rock e à cultura em geral. Parabéns pelos 20 anos. Parabéns?

Fonte :http://blogs.estadao.com.br/combate_rock/20-anos-de-grunge-o-rock-nao-merecia-descer-tao-baixo/

24 Re: Minimalism, aleatoric music, and depression. em Sex Jun 22, 2012 10:42 pm

Eazy-E

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Mydland escreveu:
20 anos de grunge: o rock não merecia descer tão baixo

10 de janeiro de 2011
Categoria: Anos 90, comportamento

Marcelo Moreira

Não perca por esperar: 2011 será o ano da avalanche de reportagens documentários lembrando e homenageando os 20 anos de surgimento do grunge, aquele pseudomovimento musical repleto de músicos ruins e canções idem que apareceu em 1991 fruto de mais uma das supostas crises da indústria fonográfica.

O sucesso da música “Smells Like Teen Spirit” (do álbum Nevermind) surpreendeu toda a indústria da música. O álbum, segundo da carreira do Nirvana, foi um hit que atingiu o primeiro lugar em todo o mundo. O Pearl Jam, outra banda que começava então a conseguir popularidade, havia lançado seu álbum de estréia, Ten, um mês antes que o segundo álbum do Nirvana, em Agosto de 1991, mas suas vendas só decolaram após o sucesso da banda de Kurt Cobain.

O Combate Rock se antecipa a todo mundo e trata de colocar o grunge no seu devido lugar no ano em que se completam 20 anos de seu surgimento: um bando de moleques que não sabiam tocar querendo imitar tanto a música como a atitude punk, mas sem êxito, além de “criar” uma suposta estética (em todos os sentidos) despojada, mas que na verdade revelou apenas total falta de criatividade.

O pior é que o embuste colou, pois jornalistas norte-americanos tontos sem cultura acharam que havia alguma novidade naqueles garotos semianalfabetos e sem a menor noção do que era música em Seattle.

Inventaram uma cena que não existia, insistiram no embuste e acabaram convencendo um bando de coitados – primeiro nos Estados Unidos, depois no mundo inteiro – que existia um “movimento” musical em Seattle, com moleques “despojados, independentes, mas criando algo novo e revolucionário”.

Uma grande bobagem, mas que acabou se tornando um imenso golpe de marketing – parabéns aos gênios das gravadoras da época, que conseguiram cooptar a molecada com “atitude” e “independência” com uma facilidade incrível.

Conseguiram recriar um ambiente punk em plenos anos 90, mesmo com o punk morto e enterrado devido aos seus próprios vícios, defeitos e excessos. Coitados dos punks, pois afirmar que o grunge, seja como “movimento” ou como “estética”, era baseado no punk rock é uma ofensa gigante.

O movimento punk pode não ter sido tão relevante musicalmente quanto se imagina (e não foi mesmo), mas como fenômeno cultural foi um marco na cultura ocidental, goste-se disso ou não. Impregnou o mundo de um sentimento de anarquia, revolta e desilusão como nenhum outro movimento jovem conseguiu. Goste-se ou não, aquilo foi uma revolução.

São apenas duas as conexões entre o punk e o grunge: a pouca duração e a imensa quantidade de músicos ruins, que não sabiam tocar. No mais, o grunge como “movimento” musical ou de comportamento foi um embuste. Rapidamente cooptados pelo sistema, os músicos não passaram de marionetes nas mãos do mercado fonográfico.

Pode dar certo por um tempo – e deu, por uns três ou quatro anos. Afinal, se tem gente que gosta de lixos como música pop, o rhythm and blues atual norte-americano, axé, sertanejo e MPB cabeçuda, por que não haveria indigentes culturais que cairiam no golpe do grunge?

O fato é que o grunge durou bem menos que o punk. Kurt Cobain, guitarrista e vocalista do Nirvana, péssimo guitarrista e mau compositor, posou de garotinho atormentado e incompreendido e preferiu se matar a encarar sua indigência musical e a decadência do movimento.

A única coisa que prestava foi justamente a única que banda que sobreviveu e que ainda existe, o Pearl Jam, hoje livre do rótulo maldito de grunge – para sorte da banda.

O melhor artista, o mais promissor, Chris Cornell, vocalista do pastiche de Black Sabbath chamado Soundgarden, se perdeu pelo caminho mais fácil – e também mais perigoso – da música pop. A única coisa que fez de bom foi o Audioslave – que o próprio Cornell se encarregou de implodir.

É até vergonhoso comparar o “legado” do grunge com o do punk. The Clash, The Jam, Buzzcocks, Sham 69, Stiff Little Fingers e pelo menos mais uma dúzia de bandas punks entraram na história do rock pela porta da frente.

No grunge, só Pearl Jam teve essa honra. Nirvana? É o produto emblemático musical daquela era nefasta do rock: musicalmente rudimentar, raquítico e claudicante, acabou cooptado pelas gravadoras e virou o símbolo (perfeito) do suposto “movimento”.

O atormentadinho Cobain, com sua pobre e atomentadinha vidinha de pop star, ganhou mais notoriedade do que sua música e sua banda – prova inequívoca da indigência de conteúdo do suposto movimento grunge. Não dá para levar a sério, tanto que pouca gente ainda cai nesta esparrela.

O grunge ao menos deu uma lição no rock: varreu para o lixo o artificialismo do hard rock farofa que dominou a música na segunda metade dos anos 80, vírus nocivo que contaminou muita gente boa, como Judas Priest, Saxon e Whitesnake, entre outros. Só mesmo um mercado fonográfico putrefato por esse tipo de artificialismo poderia permitir a ascensão do grunge.

Há gente dentro da equipe de Combate Rock que não concorda com este posicionamento, e espero ansiosamente que este texto seja rebatido à altura. Mas o veredicto está dado: o fim do grunge – e sua ida para o limbo da memória – só fez bem ao rock e à cultura em geral. Parabéns pelos 20 anos. Parabéns?

Fonte :http://blogs.estadao.com.br/combate_rock/20-anos-de-grunge-o-rock-nao-merecia-descer-tao-baixo/
Se falam tão mal do grunge , imagina do punk rock Trágico

25 Re: Minimalism, aleatoric music, and depression. em Sex Jun 22, 2012 10:45 pm

Eazy-E

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Se bem que aí eles falam da vergonha do punk de ter o grunge como influenciado.. "coitado dos punks"

26 Re: Minimalism, aleatoric music, and depression. em Sex Jun 22, 2012 10:49 pm

White

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Spoiler:
Mydland escreveu:
20 anos de grunge: o rock não merecia descer tão baixo

10 de janeiro de 2011
Categoria: Anos 90, comportamento

Marcelo Moreira

Não perca por esperar: 2011 será o ano da avalanche de reportagens documentários lembrando e homenageando os 20 anos de surgimento do grunge, aquele pseudomovimento musical repleto de músicos ruins e canções idem que apareceu em 1991 fruto de mais uma das supostas crises da indústria fonográfica.

O sucesso da música “Smells Like Teen Spirit” (do álbum Nevermind) surpreendeu toda a indústria da música. O álbum, segundo da carreira do Nirvana, foi um hit que atingiu o primeiro lugar em todo o mundo. O Pearl Jam, outra banda que começava então a conseguir popularidade, havia lançado seu álbum de estréia, Ten, um mês antes que o segundo álbum do Nirvana, em Agosto de 1991, mas suas vendas só decolaram após o sucesso da banda de Kurt Cobain.

O Combate Rock se antecipa a todo mundo e trata de colocar o grunge no seu devido lugar no ano em que se completam 20 anos de seu surgimento: um bando de moleques que não sabiam tocar querendo imitar tanto a música como a atitude punk, mas sem êxito, além de “criar” uma suposta estética (em todos os sentidos) despojada, mas que na verdade revelou apenas total falta de criatividade.

O pior é que o embuste colou, pois jornalistas norte-americanos tontos sem cultura acharam que havia alguma novidade naqueles garotos semianalfabetos e sem a menor noção do que era música em Seattle.

Inventaram uma cena que não existia, insistiram no embuste e acabaram convencendo um bando de coitados – primeiro nos Estados Unidos, depois no mundo inteiro – que existia um “movimento” musical em Seattle, com moleques “despojados, independentes, mas criando algo novo e revolucionário”.

Uma grande bobagem, mas que acabou se tornando um imenso golpe de marketing – parabéns aos gênios das gravadoras da época, que conseguiram cooptar a molecada com “atitude” e “independência” com uma facilidade incrível.

Conseguiram recriar um ambiente punk em plenos anos 90, mesmo com o punk morto e enterrado devido aos seus próprios vícios, defeitos e excessos. Coitados dos punks, pois afirmar que o grunge, seja como “movimento” ou como “estética”, era baseado no punk rock é uma ofensa gigante.

O movimento punk pode não ter sido tão relevante musicalmente quanto se imagina (e não foi mesmo), mas como fenômeno cultural foi um marco na cultura ocidental, goste-se disso ou não. Impregnou o mundo de um sentimento de anarquia, revolta e desilusão como nenhum outro movimento jovem conseguiu. Goste-se ou não, aquilo foi uma revolução.

São apenas duas as conexões entre o punk e o grunge: a pouca duração e a imensa quantidade de músicos ruins, que não sabiam tocar. No mais, o grunge como “movimento” musical ou de comportamento foi um embuste. Rapidamente cooptados pelo sistema, os músicos não passaram de marionetes nas mãos do mercado fonográfico.

Pode dar certo por um tempo – e deu, por uns três ou quatro anos. Afinal, se tem gente que gosta de lixos como música pop, o rhythm and blues atual norte-americano, axé, sertanejo e MPB cabeçuda, por que não haveria indigentes culturais que cairiam no golpe do grunge?

O fato é que o grunge durou bem menos que o punk. Kurt Cobain, guitarrista e vocalista do Nirvana, péssimo guitarrista e mau compositor, posou de garotinho atormentado e incompreendido e preferiu se matar a encarar sua indigência musical e a decadência do movimento.

A única coisa que prestava foi justamente a única que banda que sobreviveu e que ainda existe, o Pearl Jam, hoje livre do rótulo maldito de grunge – para sorte da banda.

O melhor artista, o mais promissor, Chris Cornell, vocalista do pastiche de Black Sabbath chamado Soundgarden, se perdeu pelo caminho mais fácil – e também mais perigoso – da música pop. A única coisa que fez de bom foi o Audioslave – que o próprio Cornell se encarregou de implodir.

É até vergonhoso comparar o “legado” do grunge com o do punk. The Clash, The Jam, Buzzcocks, Sham 69, Stiff Little Fingers e pelo menos mais uma dúzia de bandas punks entraram na história do rock pela porta da frente.

No grunge, só Pearl Jam teve essa honra. Nirvana? É o produto emblemático musical daquela era nefasta do rock: musicalmente rudimentar, raquítico e claudicante, acabou cooptado pelas gravadoras e virou o símbolo (perfeito) do suposto “movimento”.

O atormentadinho Cobain, com sua pobre e atomentadinha vidinha de pop star, ganhou mais notoriedade do que sua música e sua banda – prova inequívoca da indigência de conteúdo do suposto movimento grunge. Não dá para levar a sério, tanto que pouca gente ainda cai nesta esparrela.

O grunge ao menos deu uma lição no rock: varreu para o lixo o artificialismo do hard rock farofa que dominou a música na segunda metade dos anos 80, vírus nocivo que contaminou muita gente boa, como Judas Priest, Saxon e Whitesnake, entre outros. Só mesmo um mercado fonográfico putrefato por esse tipo de artificialismo poderia permitir a ascensão do grunge.

Há gente dentro da equipe de Combate Rock que não concorda com este posicionamento, e espero ansiosamente que este texto seja rebatido à altura. Mas o veredicto está dado: o fim do grunge – e sua ida para o limbo da memória – só fez bem ao rock e à cultura em geral. Parabéns pelos 20 anos. Parabéns?

Fonte :http://blogs.estadao.com.br/combate_rock/20-anos-de-grunge-o-rock-nao-merecia-descer-tao-baixo/

Muito Bom Texto Notbad

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27 Re: Minimalism, aleatoric music, and depression. em Sex Jun 22, 2012 11:05 pm

Eazy-E

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Nicolas escreveu:
Spoiler:
Mydland escreveu:
20 anos de grunge: o rock não merecia descer tão baixo

10 de janeiro de 2011
Categoria: Anos 90, comportamento

Marcelo Moreira

Não perca por esperar: 2011 será o ano da avalanche de reportagens documentários lembrando e homenageando os 20 anos de surgimento do grunge, aquele pseudomovimento musical repleto de músicos ruins e canções idem que apareceu em 1991 fruto de mais uma das supostas crises da indústria fonográfica.

O sucesso da música “Smells Like Teen Spirit” (do álbum Nevermind) surpreendeu toda a indústria da música. O álbum, segundo da carreira do Nirvana, foi um hit que atingiu o primeiro lugar em todo o mundo. O Pearl Jam, outra banda que começava então a conseguir popularidade, havia lançado seu álbum de estréia, Ten, um mês antes que o segundo álbum do Nirvana, em Agosto de 1991, mas suas vendas só decolaram após o sucesso da banda de Kurt Cobain.

O Combate Rock se antecipa a todo mundo e trata de colocar o grunge no seu devido lugar no ano em que se completam 20 anos de seu surgimento: um bando de moleques que não sabiam tocar querendo imitar tanto a música como a atitude punk, mas sem êxito, além de “criar” uma suposta estética (em todos os sentidos) despojada, mas que na verdade revelou apenas total falta de criatividade.

O pior é que o embuste colou, pois jornalistas norte-americanos tontos sem cultura acharam que havia alguma novidade naqueles garotos semianalfabetos e sem a menor noção do que era música em Seattle.

Inventaram uma cena que não existia, insistiram no embuste e acabaram convencendo um bando de coitados – primeiro nos Estados Unidos, depois no mundo inteiro – que existia um “movimento” musical em Seattle, com moleques “despojados, independentes, mas criando algo novo e revolucionário”.

Uma grande bobagem, mas que acabou se tornando um imenso golpe de marketing – parabéns aos gênios das gravadoras da época, que conseguiram cooptar a molecada com “atitude” e “independência” com uma facilidade incrível.

Conseguiram recriar um ambiente punk em plenos anos 90, mesmo com o punk morto e enterrado devido aos seus próprios vícios, defeitos e excessos. Coitados dos punks, pois afirmar que o grunge, seja como “movimento” ou como “estética”, era baseado no punk rock é uma ofensa gigante.

O movimento punk pode não ter sido tão relevante musicalmente quanto se imagina (e não foi mesmo), mas como fenômeno cultural foi um marco na cultura ocidental, goste-se disso ou não. Impregnou o mundo de um sentimento de anarquia, revolta e desilusão como nenhum outro movimento jovem conseguiu. Goste-se ou não, aquilo foi uma revolução.

São apenas duas as conexões entre o punk e o grunge: a pouca duração e a imensa quantidade de músicos ruins, que não sabiam tocar. No mais, o grunge como “movimento” musical ou de comportamento foi um embuste. Rapidamente cooptados pelo sistema, os músicos não passaram de marionetes nas mãos do mercado fonográfico.

Pode dar certo por um tempo – e deu, por uns três ou quatro anos. Afinal, se tem gente que gosta de lixos como música pop, o rhythm and blues atual norte-americano, axé, sertanejo e MPB cabeçuda, por que não haveria indigentes culturais que cairiam no golpe do grunge?

O fato é que o grunge durou bem menos que o punk. Kurt Cobain, guitarrista e vocalista do Nirvana, péssimo guitarrista e mau compositor, posou de garotinho atormentado e incompreendido e preferiu se matar a encarar sua indigência musical e a decadência do movimento.

A única coisa que prestava foi justamente a única que banda que sobreviveu e que ainda existe, o Pearl Jam, hoje livre do rótulo maldito de grunge – para sorte da banda.

O melhor artista, o mais promissor, Chris Cornell, vocalista do pastiche de Black Sabbath chamado Soundgarden, se perdeu pelo caminho mais fácil – e também mais perigoso – da música pop. A única coisa que fez de bom foi o Audioslave – que o próprio Cornell se encarregou de implodir.

É até vergonhoso comparar o “legado” do grunge com o do punk. The Clash, The Jam, Buzzcocks, Sham 69, Stiff Little Fingers e pelo menos mais uma dúzia de bandas punks entraram na história do rock pela porta da frente.

No grunge, só Pearl Jam teve essa honra. Nirvana? É o produto emblemático musical daquela era nefasta do rock: musicalmente rudimentar, raquítico e claudicante, acabou cooptado pelas gravadoras e virou o símbolo (perfeito) do suposto “movimento”.

O atormentadinho Cobain, com sua pobre e atomentadinha vidinha de pop star, ganhou mais notoriedade do que sua música e sua banda – prova inequívoca da indigência de conteúdo do suposto movimento grunge. Não dá para levar a sério, tanto que pouca gente ainda cai nesta esparrela.

O grunge ao menos deu uma lição no rock: varreu para o lixo o artificialismo do hard rock farofa que dominou a música na segunda metade dos anos 80, vírus nocivo que contaminou muita gente boa, como Judas Priest, Saxon e Whitesnake, entre outros. Só mesmo um mercado fonográfico putrefato por esse tipo de artificialismo poderia permitir a ascensão do grunge.

Há gente dentro da equipe de Combate Rock que não concorda com este posicionamento, e espero ansiosamente que este texto seja rebatido à altura. Mas o veredicto está dado: o fim do grunge – e sua ida para o limbo da memória – só fez bem ao rock e à cultura em geral. Parabéns pelos 20 anos. Parabéns?

Fonte :http://blogs.estadao.com.br/combate_rock/20-anos-de-grunge-o-rock-nao-merecia-descer-tao-baixo/

Muito Bom Texto Notbad
tr00 até comentei lá.

28 Re: Minimalism, aleatoric music, and depression. em Sab Jun 23, 2012 12:13 am

White

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Meu irmao a parada e seguinte, eu escuto o mas puro punk rock, e li a biografia de kurt cobain e gosto da musik grunge caso a vossa senhoria naum saiba, o grunge e praticamente a msma coisa do punk e pode se dizer ke o punk naum morreu graças a eles e e copletamente uma falta de etica sabedoria e ecesso de ignorancia de sua parte vc falr mal de um movimento ki sabia muito bem representar as carcteristicas anarkista com musiks muito bem feitas.
E mais uma coisa, se vc e tao “foda” e inteligente assim vc saberia respeitar o gosto das outras pessoas e os musios ki tinhaum talento en vez de fikr aew falando merda de um assunto pelo visto vc naum entende porra nenhum e ta mais parecendo um P.O.S.E.R falando merda.
Obrigado pela atençaõ.

Santa ignorância tsc tsc tsc….vc ja me deu a atençao ki eu precisava ao responder o meu comentario, e eu sei ler muito bem meu jovem(eu axo num sei e nem kero saber sua idade XD) so nao precizo fkr gastando minha inteligência com POSERS como vc ki fazem uma porra de um blog e so falam merda e ainda ficam de escrotice para responder as pessoas.
o q eu estou persebendo aki e ki vc simplesmente ker xamar a atençao
Volta po seu restart cine e nx0 e essas merdinhas pops controladas pelo sistema ki vc ouve e estuda um poko masi de musik em vez de ler merdas na wikipédia 2 segundos antes de postar nesse seu blog de merda ki e pior ki a porra da revista rolling stone ki num sabe nem classifkr os melhores albuns da história do punk.
meu bom e velho foda-se para nazista preconceituosos e POSERS como vc.

kkkkkkkkk Ri demais.

http://www.rockandtudo.com

29 Re: Minimalism, aleatoric music, and depression. em Sab Jun 23, 2012 12:24 am

Mydland

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Alexandre Alonso escreveu:Sim, 20 anos! Estamos na fase da negação… daqui dez anos o grunge será perdoado e voltará ao gosto das massas. Lembro que nos anos oitenta existia um crítico de uma tal revista Bizz, que era “o cara” que sabia tudo sobre Iron Maiden e outros metal gods da época. O nome dele era Paulo Ricardo, que logo em seguida criou o RPM. Portanto, não é só a indústria fonográfica que produz seus artifícios na mídia.
Só mais uma coisa, o que é “MPB cabeçuda” exatamente?

Marcelo Moreira escreveu:MPB cabeçuda= gênero cujos músicos pretensiosos se acham mais compositores do que Bob Dylan, tentando fazer letras “poéticas” e belas, mas indecifráveis e ininteligíveis.

Alexandre Alonso escreveu:Ah! Obrigado, acho que entendi. Imagino que é de onde saem coisas como “a noite um olho cego vagueia procurando por um”… por exemplo.

Marcelo Moreira escreveu:Você pegou o espírito da coisa.

30 Re: Minimalism, aleatoric music, and depression. em Sab Jun 23, 2012 12:28 am

Mydland

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Esse cara sabe o que falar, apesar de parecer arrogante.
Além disso, ele rebate essa critica a sua posição:

Marcelo Moreira escreveu:Uma das maiores pragas da modernidade é o tal do politicamente correto. É aquela eterna mania de dizer “eu respeito isso, respeito aquilo, reconheço o valor de tal coisa…”. É bem mais fácil ficar em cima do muro e ficar de bem com todo mundo. É uma postura que ach absurda, mas fazer o quê? Tem gente que adora ficar de bem com todos e não se arriscar. Tem gente que não suporta ouvir um não ou ter suas opiniões criticadas ou questionadas. É uma questão de personalidade – ou melhor, de falta de. Você escreveu muito e não disse nada. Só dizer que o texto é um lixo é bem menos do que nada. Esperava coisa melhor…

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