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Depósito de Textos Literários

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151 Re: Depósito de Textos Literários em Qui Fev 08, 2018 12:43 pm

Gabo

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Otávio escreveu:
Spoiler:

Alphonsus de Guimaraens escreveu:
Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...

Estação Paraíso

152 Re: Depósito de Textos Literários em Qui Fev 08, 2018 10:42 pm

Otávio

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Gabo escreveu:Estação Paraíso
Legal.
Spoiler:

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Estação Conceição. Um conhecido me enviou

153 Re: Depósito de Textos Literários em Sab Fev 24, 2018 10:15 pm

Gabo

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Gabo escreveu:
Otávio escreveu:
Spoiler:

Alphonsus de Guimaraens escreveu:
Quando Ismália enlouqueceu,
Pôs-se na torre a sonhar...
Viu uma lua no céu,
Viu outra lua no mar.

No sonho em que se perdeu,
Banhou-se toda em luar...
Queria subir ao céu,
Queria descer ao mar...

E, no desvario seu,
Na torre pôs-se a cantar...
Estava perto do céu,
Estava longe do mar...

E como um anjo pendeu
As asas para voar...
Queria a lua do céu,
Queria a lua do mar...

As asas que Deus lhe deu
Ruflaram de par em par...
Sua alma subiu ao céu,
Seu corpo desceu ao mar...

Estação Paraíso

Vi na Chácara Klabin também hum não sei se colocaram recentemente ou se eu nunca tinha reparado mesmo passando por ela todo dia há quase dois anos

154 Re: Depósito de Textos Literários em Dom Fev 25, 2018 10:53 pm

Renato Luiz

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Minha página bateu mil likes, êê Nyancat

http://egocerebral.blogspot.com

155 Re: Depósito de Textos Literários em Sex Mar 16, 2018 10:09 pm

Otávio

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Spoiler:

Pessoa escreveu:No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,

Eu era feliz e ninguém estava morto.

Na casa antiga, até eu fazer anos era uma tradição de há séculos,

E a alegria de todos, e a minha, estava certa com uma religião qualquer.

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos,

Eu tinha a grande saúde de não perceber coisa nenhuma,

De ser inteligente para entre a família,

E de não ter as esperanças que os outros tinham por mim.

Quando vim a ter esperanças, já não sabia ter esperanças.

Quando vim a olhar para a vida, perdera o sentido da vida.

Sim, o que fui de suposto a mim mesmo,

O que fui de coração e parentesco,

O que fui de serões de meia-província,

O que fui de amarem-me e eu ser menino.

O que fui — ai, meu Deus!, o que só hoje sei que fui...

A que distância!...

(Nem o acho...)

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!

O que eu sou hoje é como a humidade no corredor do fim da casa,

Pondo grelado nas paredes...

O que eu sou hoje (e a casa dos que me amaram treme através das minhas lágrimas),

O que eu sou hoje é terem vendido a casa.

É terem morrido todos,

É estar eu sobrevivente a mim-mesmo como um fósforo frio...

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Que meu amor, como uma pessoa, esse tempo!

Desejo físico da alma de se encontrar ali outra vez,

Por uma viagem metafísica e carnal,

Com uma dualidade de eu para mim...

Comer o passado como pão de fome, sem tempo de manteiga nos dentes!

Vejo tudo outra vez com uma nitidez que me cega para o que há aqui...

A mesa posta com mais lugares, com melhores desenhos na loiça, com mais copos,

O aparador com muitas coisas — doces, frutas, o resto na sombra debaixo do alçado —,

As tias velhas, os primos diferentes, e tudo era por minha causa,

No tempo em que festejavam o dia dos meus anos...

Pára, meu coração!

Não penses! Deixa o pensar na cabeça!

Ó meu Deus, meu Deus, meu Deus!

Hoje já não faço anos.

Duro.

Somam-se-me dias.

Serei velho quando o for.

Mais nada.

Raiva de não ter trazido o passado roubado na algibeira!...

O tempo em que festejavam o dia dos meus anos!...

156 Re: Depósito de Textos Literários em Sex Mar 16, 2018 10:12 pm

Otávio

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Francisco Rodrigues Lobo escreveu:Fermoso Tejo meu, quão diferente
Te vejo e vi, me vês agora e viste:
Turvo te vejo a ti, tu a mim triste,
Claro te vi eu já, tu a mim contente.

A ti foi-te trocando a grossa enchente
A quem teu largo campo não resiste:
A mim trocou-me a vista em que consiste
O meu viver contente ou descontente.

Já que somos no mal participantes,
Sejamo-lo no bem. Oh! quem me dera
Que fôramos em tudo semelhantes!

Mas lá virá a fresca primavera:
Tu tornarás a ser quem eras de antes,
Eu não sei se serei quem de antes era.

157 Re: Depósito de Textos Literários em Sab Abr 14, 2018 12:14 am

Mydland

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Out of the night that covers me,
Black as the pit from pole to pole,
I thank whatever gods may be
For my unconquerable soul.

In the fell clutch of circumstance
I have not winced nor cried aloud.
Under the bludgeonings of chance
My head is bloody, but unbowed.

Beyond this place of wrath and tears
Looms but the Horror of the shade,
And yet the menace of the years
Finds, and shall find me, unafraid.

It matters not how strait the gate,
How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.

158 Re: Depósito de Textos Literários em Sab Abr 14, 2018 4:11 pm

A.L.

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Ao vir de antiga terra, disse-me um viajante
Duas pernas de pedra, enormes e sem corpo,
Acham-se no deserto. E jáz, pouco distante,
Afundando na areia, um rosto já quebrado,
de lábio desdenhoso, olhar frio e arrogante
Mostra esse aspecto que o escultor bem conhecia
Quantas paixões lá sobrevivem, nos fragmentos,
À mão que as imitava e ao peito que as nutria
No pedestal estas palavras notareis:
"Meu nome é Ozimândias, e sou Rei dos Reis
Desesperai, ó Grandes, vendo as minhas obras!"
Nada subsiste ali. Em torno à derrocada
Da ruína colossal, areia ilimitada
Se estende ao longe, rasa, nua, abandonada.

https://cidade-floresta.blogspot.com.br/

159 Re: Depósito de Textos Literários em Dom Abr 15, 2018 12:24 pm

Gabo

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Pão!
Aqueles pão Seven Boys que é aquela marca?
É Pullmans né?
Pão de forma!
Aquele queijo que já tava uma semana lá que tava grudado
Pra tirar parecia até gorgonzola...
E o presunto, aquele presuntão
Não é o presunto Sadia não rapaz
É apresuntado!

160 Re: Depósito de Textos Literários em Dom Abr 15, 2018 10:40 pm

Renato Luiz

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kkkkkkkkk

NETO, José Ferreira

http://egocerebral.blogspot.com

161 Re: Depósito de Textos Literários em Sex Abr 20, 2018 10:29 pm

Caio

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faço uns poemas mas nao sao bons o suficiente

162 Re: Depósito de Textos Literários em Sex Abr 20, 2018 11:10 pm

Renato Luiz

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Caio escreveu:faço uns poemas mas nao sao bons o suficiente

Notbad o importante é ir fazendo IronicNice

http://egocerebral.blogspot.com

163 Re: Depósito de Textos Literários em Dom Maio 13, 2018 9:03 pm

Kaelzoka

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Dai-me, Senhor, meu Deus, o que Vos resta;
Aquilo que ninguém Vos pede.
Não Vos peço o repouso nem a tranquilidade,
Nem da alma nem do corpo.
Não Vos peço a riqueza nem o êxito nem a saúde.

Tantos Vos pedem isso, meu Deus,
Que já não Vos deve sobrar para dar.
Dai-me, Senhor, o que Vos resta,
Dai-me aquilo que todos recusam.
Quero a insegurança e a inquietação.

Quero a luta e a tormenta.
Dai-me isso, meu Deus, definitivamente;
Dai-me a certeza de que essa
será a minha parte para sempre,
Porque nem sempre terei a coragem de Vo-la pedir.

Dai-me, Senhor, o que Vos resta,
Dai-me aquilo que os outros não querem.
Mas dai-me, também, a coragem
E a força e a fé.

164 Re: Depósito de Textos Literários em Dom Maio 13, 2018 9:37 pm

Renato Luiz

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Notbad

http://egocerebral.blogspot.com

165 Re: Depósito de Textos Literários em Seg Maio 28, 2018 6:30 pm

Otávio

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Teófilo Dias escreveu:Aspiração

No espaço, em cada ser, que um centro atraia e prenda,
Há sempre o despontar de uma asa, que o suspenda.
Ascender! Ascender! — dizem todas as cousas,
As estrelas nos céus, os vermes sobre as lousas.
É o hino, que tudo, em sôfregos suspiros,
Canta: — férvida a fonte, em sinuosos giros,
Sobre pedras quebrando o trépido carinho,
A ave, inquieta e meiga, em volta do seu ninho,
O ninho sob o ramo, o ramo sob as flores,
As flores no perfume, — e a gruta nos vapores
Que em frouxas espirais às amplidões alteia.
A vida não se esgota, e vai perpetuamente
Do esboço às perfeições, harmônica, ascendente.
O imóvel não existe. A floresta pompeia
O luxo exuberante, a gala festival,
A verdura febril, do mundo vegetal.
Fixo? Não. Ei-lo em flor; — e em êxtases secretos
Dispersa-se em aroma, e voa nos insetos.
Enfim, por toda parte há íntimos palpites,
Ímpetos de romper barreiras e limites.

Fatal gravitação tolha-me embora os pés.
Hei de também subir dos mundos através,
Hei de também transpor os tempos e os espaços,
Na esperança de além colher-te nos meus braços,
A ti, que és para mim a força ascensional,
Oh Glória! — A aspiração! O porvir! O ideal!

166 Re: Depósito de Textos Literários em Seg Maio 28, 2018 9:09 pm

Renato Luiz

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Spoiler:
Ao Divino Assassino

Senhor, Senhor, o Teu anjo terrível
é sempre assim? Não tens um refratário
à hora do massacre – um mais sensível

que atrasasse o relógio, o calendário?
Ao que parece a todos tanto faz
por quem o sino dói no campanário.

Começa a amanhecer e uma vez mais
rebelo-me, mas sei que a minha vida
não tem como ou por que voltar atrás.

Aceito que a mais dura despedida
é bem mais que metáfora do nada
a que se inclina o chão; que uma ferida

e a papoula sangrenta da alvorada
pertencem ao mundo sobrenatural
tanto quanto uma lágrima enxugada

à beira de um caixão. Mas afinal,
Senhor, amas ou não a humanidade?
Não fui ao escandaloso funeral

e imaginá-la em Tua eternidade
dói demais! Vou passar mais este teste,
sim, mas protesto contra a insanidade

com que arrancas à muque o que nos deste!
Tu sabes que a soberba da família
era maior que a dela e eu tinha a peste –

pai e mãe apartavam-me da filha
e o irmãozão nem falar… E hoje, coitados,
como hão de estar? Aqui é a maravilha,

as genuflexões… Os potentados
e os humildes, a nata da esperança,
todos chegam por cá meio esfolados,

sangrando como a luz. Não só da França,
toda a Europa rasteja até aqui
esfolando os joelhos, não se cansa

de ensangüentar-se até chegar a Ti
e ao menos a um pixote do Além Tejo
restituíste a vista; eu quando o vi

solucei – mas que o cego e o paraplégico
saiam aos pinotes, que o Teu coração
se escancare e esparrame um privilégio

aqui e outro acolá na multidão,
só me faz perguntar: E ela? E ela…?
Não consigo entender que a um aleijão

concedas tanto enquanto a uma camélia
Tu deixas despencar… Por que, Senhor?
Olho tudo do vão de uma janela,

mas vejo a porta de um elevador
escancarar-se sobre um outro vão,
um vão sem chão… E a seja lá quem for

aqui absurdamente dás a mão!
Me pões trêmulo, gago, estupefato,
pasmo, Senhor – mas consolado não.

A mesma mão que fez gato e sapato
da minha doce Musa, cura e guia,
cancela as entrelinhas do contrato,

Dominus dixit… Mas quem merecia
mais do que uma açucena matinal
um manso desfolhar-se ao fim do dia,

quem mais do que uma flor, Senhor? Igual
nunca viram os mais alvos crisantemos,
tinha direito a um fim mais natural,

à morte numa cama, em casa ao menos…
Mas não – tinha que ser total o escândalo!
Por que, se nem nos circos mais extremos

Teus mártires andaram despencando
sobre os leões, se nem o lixo cai
de oito andares aos trancos, Santo Vândalo?!

Não vim denunciar o Filho ao Pai
ou o Pai ao Filho, não vim dar razão
aos que recusam e usam cada ai

contra a humildade; vim porque a Paixão
me chamou pelo nome e a alma obedece
e aceita suar sangue – como não?

Mas não sei mais unir o rogo à prece
do que a elegia ao hino de louvor,
não sei amar-Te assim… Caso o soubesse

teria que ficar aqui, Senhor,
aqui, arrebentando-me os joelhos,
esfolando-me todo ante um amor

que vai tornando sempre mais vermelhos,
mais duros os degraus do Teu altar.
Tu, que tudo consertas, dos artelhos

que desentortas e repões a andar
até às pupilas mortas de um garoto,
do cachoupinho que me fez chorar;

Tu, que a este lhe dás a flor no broto
e àquele o lírio pútrido do pus;
Tu, que passas por um de quatro e a um outro

pegas no colo e entregas a Jesus;
Tu que fazes jorrar da rocha fria;
Tu que metaforizas Tua luz

ao ponto de fazer de uma agonia
um puro horror ou a morna mansuetude –
que hás de fazer, Senhor, comigo um dia?

Quando eu agonizar, boiar no açude
das lágrimas sem fundo… Quando a fonte
cessar de soluçar e uma altitude

imerecida me enxugar a fronte…
Como há de ser, Senhor? Oxalá queiras
que a mim me embale a barca de Caronte

como o fazia a velha Cantareira,
o azul da travessia… A Irrecorrível
arrasta a cada um de uma maneira

e a quem quer que se abeire ao invisível
recordas a promessa: aquele a escuta
e este a recusa porque a dor é horrível,

mas, se a todos a última permuta
terá sempre o sabor da anulação,
o travo lacrimoso da cicuta,

a ela Tu negaste o próprio chão,
deixaste-a abrir a porta sem querer!
Nunca falou na morte, e com razão,

intuía, quem sabe, o que ia ver…
Sentença Tua? Em nome da promessa
não há negar Teu duro amanhecer –

mas quando arrancas mais uma cabeça
como saber que és Tu, que não mentia
O que ressuscitou? Talvez na pressa,

no pânico de Pedro, eu negue um dia
e trate de escapar, mas hoje não;
hoje sofro com fé e, sem poesia,

metrifico uma dor sem solução,
mas não vim negar nada! Faz efeito
essa dor: faz sangrar, mas faz questão

de defender-me como um parapeito
contra a queda e a revolta… Um Botticelli
despedaçou-se todo, mas que jeito,

se por Lear enforcam uma Cordélia
e encarceram a Ariel por Calibã…?
Alvorece, a manhã beata velha

enfia agulhas no Teu céu de lã,
tricoteia Paray-le-Maulnier *
e eu penso: ela morreu… Hoje, amanhã,

enquanto Te aprouver e até que dê
a palma ao prego e o último verso à traça,
vai doer – mas Amém! Não há por que

amar a morte, mas que venha a Taça,
aceito suar sangue até ao final,
como não… Tudo dói, menos a graça,

mata, Senhor, que a morte não faz mal!

Bruno Tolentino

http://egocerebral.blogspot.com

167 Re: Depósito de Textos Literários em Qua Maio 30, 2018 4:43 pm

Otávio

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168 Re: Depósito de Textos Literários em Qua Maio 30, 2018 4:53 pm

Otávio

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Thomas Bernhard escreveu:Um Autor Obstinado

Um autor que escreveu apenas uma peça de teatro, a qual só podia ser encenada uma única vez, e naquele que, em sua opinião, era o melhor teatro do mundo, dirigida pelo, também em sua opinião, melhor diretor do mundo e representada apenas e tão somente pelos, em sua opinião, melhores atores do mundo, acomodou-se, ainda antes de abertas as cortinas da noite de estreia, no local mais apropriado da galeria, invisível ao público, posicionou seu fuzil automático, construído especialmente para esse fim pela firma Vetterli, e, abertas as cortinas, pôs-se a disparar um tiro mortal na cabeça de todo espectador que, em sua opinião, risse no momento errado. No final da apresentação, só restavam no teatro espectadores por ele alvejados, ou seja, mortos. Durante toda a encenação, os atores e o administrador do teatro não se deixaram perturbar um só instante pelo autor obstinado e pelos acontecimentos por ele provocados.

169 Re: Depósito de Textos Literários em Qui Jun 07, 2018 7:25 pm

Madruguis Extremis

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Texto Literário

Verso, supostamente literário
Outro verso, supostamente ordinário
Outro verso, supostamente usuário
Outro verso, supostamente comentário
Vírgula, supostamente necessário
Excesso, supostamente itinerário
Suposição, definitivamente arbitrário.


Meta-texto referenciando minha completa incapacidade de me esforçar ao escrever algo hoje em dia.

170 Re: Depósito de Textos Literários em Qui Jun 07, 2018 7:28 pm

Madruguis Extremis

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Cachorros, calangos, caxumbas, caixotes

Cachorros, calangos, caxumbas, caixotes
Caixotes pilotos, calotando calotes
O universo é feito de panelas, pneus
Os calangos não creem em deus, ateus
Os cachorros não eram nazistas, judeus
As caxumbas roubavam caixas de tumbas
Com mortos, feitos de pneus, panelas
Que no final das contas, por suas janelas
Assistiam os caixotes pilotos, nos Discos
Voadores, que na verdade eram ciscos
Nos olhos dos que pediam calados, socorro
Caixotes, caxumbas, calangos, cachorros.


Algo que escrevi sobre alguma coisa, algum dia. Não me lembro, mas se lembrasse entenderia menos ainda. :seu:

171 Re: Depósito de Textos Literários em Qui Jun 14, 2018 9:51 am

White

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The advantages of whining

Nicolas Santa Ana

It is astounding to me that the social sciences is often regarded, seen and used as a playground for whining. It comes from students, teachers, professors and researchers. Well, I will not go on to talk much about researchers since some of them are very involved in real science. Teachers, Professors and students are more prone to whine since they hold no accountability for what they do. The material for social science work is immense and the problems which it must assess are many and complex, yet too many people of the field feel free to just brush them away with a magical wand which is generally the wand of bad ideology. I use the word "bad" not to make a moral evaluation of the ideology, I use it because generally the ideology is in such bad shape inside the mind of the whiner, that it is a mere confusion, not a good ideology, which is a properly formulated ideology. Socialism, conservatism, liberalism... all ideologies that are badly used by the whiners to justify their incompetence in recognizing their impotence before the tremendous problems that are posed by the social relations. I believe all these ideologies can be used and defended in social sciences, if they are used properly, in a context where real work goes along with them, because I don’t think the social sciences must be deprived of ideology, since it is it’s main force.
The habit of just assigning blame to the "enemies" of an ideology for the social problems is what causes the bad image of the social sciences. The whiners are the ones whom find solace in their weakness, powerlessness and the promises of their ideology, which will never be reached. The comfortable position of weakness and victimhood makes the work of any social scientist very easy, if there is an already constituted audience of fellow whiners. It may be for the professors that can give hours of empty useless whining classes, for the "researchers" whom can publish works condemning a certain group of "enemies" which were already condemned, or the students whom in their bubble of essayism and perpetual victimhood, hold "debates" in which everyone whines, as if the real purpose of the assembly was not to develop the process of learning, but a mere collective psychoanalytic session in which everyone get to be the psychoanalyst and the patient.
As mentioned, the advantages of whining are: No accountability, no acceptance of impotence and no need to do real work, and therefore no risk of failing, since there were no goals established. The whining culture is so rampant and successful in the social sciences because it requires the use of critical thinking in order to progress. You can't criticize arithmetic as much as you can criticize a sociological theory postulate. In that way, there is so much criticism in the social sciences that it became irrelevant, and turned to plain whining. It is not a dialectical process anymore; it is only antithesis without even a thesis.

http://www.rockandtudo.com

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